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Abaixo-assinado: MuBE - Público ou Privado?
MuBE - Público ou Privado?

Abaixo-assinado apoiando a Prefeitura do Município de
São Paulo em favor da retomada do MuBE pelo poder
público

Desde 1987, o MuBE – Museu Brasileiro de Escultura
ocupa uma área pública de 7 mil m² no Jardim Europa.
Recentemente, um despacho do prefeito Gilberto Kassab,
publicado no Diário Oficial do Município, rescindiu a
permissão de uso da área que o prefeito Jânio Quadros
havia concedido à Sociedade Amigos dos Museus por 99
anos. Essa decisão atendeu ao sentimento generalizado
entre artistas, curadores, críticos e jornalistas de
que existe um desvio de função nas atividades do
museu, que nunca se preocupou em reunir um acervo
significativo.

O objetivo de um museu é conservar e expor coleções de
interesse público. Uma revisão da trajetória da
instituição deixa claro que não tem sido essa a
perspectiva do MuBE. Com exceção do breve período em
que foi dirigido por Fábio Magalhães, o espaço do
museu vem sendo usado de forma indevida: abriga
exposições de pouca relevância e inclui em sua agenda
eventos de aluguel, que restringem o acesso a um
público amplo, com o objetivo exclusivo de gerar renda
à sua mantenedora.

Por que um espaço público, cuja edificação (prédio e
terreno) custou aos cofres públicos mais de R$ 35
milhões, deve permanecer exclusivo dos privilegiados
que freqüentam lançamentos de produtos de luxo e
festas particulares?.

As autoridades municipais, na defesa do espírito
público, com esse ato corajoso e necessário, entendem
que não é função do poder público patrocinar
atividades dessa natureza, subsidiando-as diretamente
ou indiretamente.
O edifício, projetado por Paulo Mendes da Rocha para
ser um complexo arquitetônico com funções de praça,
jardim e espaço expositivo, nunca pôde exercer de fato
a sua vocação. Se retomado, o edifício deve
transformar-se em um importante equipamento cultural,
à altura da grandeza de nossa cidade. Segundo
anunciaram as autoridades municipais, passará a
abrigar a Galeria de Arte da Cidade, projeto que
pretende revelar ao público o importante acervo
recolhido conscienciosamente a partir do decênio de
1930 pelo eminente crítico Sérgio Milliet.

Além de assegurar um espaço expositivo a essa coleção,
até esta data sem sede própria, as autoridades
informam que a Galeria de Arte da Cidade irá promover
exposições temporárias - assumindo um papel
preponderante na promoção da arte contemporânea em São
Paulo -, e deverá constituir um acervo de esculturas e
objetos tridimensionais em que as obras sejam
concebidas e escolhidas em função do diálogo que
venham a ter com o belo espaço desenhado pelo seu
arquiteto.

Os abaixo assinados apoiamos a Prefeitura de São Paulo
na criação da Galeria de Arte da Cidade e na retomada
da área do MuBE, instituição que ao longo de 20 anos
não cumpriu a função social e cultural que dela se
esperava.




Abaixo-assinado MuBE: PÚBLICO OU PRIVADO?
Abaixo-assinado apoiando a Prefeitura do Município de
São Paulo em favor da retomada do MuBE pelo poder
público
http://www.petitiononline.com/MuBE/petition.html



Escrito por ricardo ramos caco às 13h21
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Segunda Parte, continuação

Domingo 24h00min, vôo 121, NYC.

- Melhorou o tempo lá fora!

- Ainda está chovendo muito... olha a chuva no vento, incrível né! Estou um pouco apreensiva...

- Fica tranqüila, vai dar tudo certo.

E essa foi a minha maneira de quebrar o gelo. Sou um cara tímido. Talvez mais quieto do que tímido. Não conseguia segurar a vontade inesperada de conhecer a minha parceira de viagem. Parceira porque essas poltronas são mínimas. Elas garantem uma intimidade perigosa e mal-querida por vezes. Portanto, o tempo tempestuoso que aterrorizou NY por todo o dia me pareceu um ótimo argumento.

Começamos uma conversa de amenidades. Ela vinha de Londres, cidade pela qual possuo paixão grande. As coisas pareciam pré-destinadas. Já estava juntando os fatos como se eles estivessem compondo um complô meta-real a meu favor. Claro, tudo aquilo; aquela confusão, o cartão de crédito no saguão de embarque, o assento no avião fora do conjunto familiar, Londres, ela; tudo só podia ser uma armação de um encontro para a vida. Tudo veio ao chão, ou ao ar, quando finalmente percebi um brilho dourado em sua mão direita. Cara, isso mesmo, um anel de compromisso que me desabou mesmo sem conhecê-la direito. Que merda. Pôrra, tudo isso, todas essas coincidências pra nada! Bom, calma, farei uma amizade de avião. É, estava objetivado à boa conduta. Não me julguei, não a julguei, continuei simplesmente.

 

Isabela

Isabela. Curitibana. Um olhar tão perto que eu poderia mergulhar. Simpática, cheia de energia apesar do cansaço de quem já tinha umas 12 horas de avião. O papo estava ótimo. A fome era grande, aguardávamos o jantar. Um frango razoável que escolhemos igual e descartamos a massa. Ela devorou tudo rápido com uma taça de vinho. Eu tomei uma cerveja.

Jantados, aproveitei da passagem de uma aeromoça para pedir uma outra cerveja que foi logo negada, a não ser se eu estivesse disposto a pagar $ 5,00. Dez minutos depois veio a simpática aeromoça com a cerveja embaixo da bata e me deu uma piscadinha junto da cerveja. Foi ótimo. Eu e Isabela nos divertimos com a situação que me deu algum crédito.

Mais um milagre a favor do encontro: estava passando um filme no avião. Um filme desses gostosos de ver com a namorada. Extremamente romântico. O pior não foi isso. Acontece que o meu fone não estava funcionando. A própria parceira descobriu que estava saindo o som pelo braço da poltrona! Inacreditável porque que tive de levantar o braço da poltrona e me espremer ao lado de Isabela para poder ouvir o que se passava no filme. Fiquei ali, embaixo daquela coberta azul, perto, muito perto de Isabela. Que olhos, que garota. Desejaria assistir 15 filmes ali, sem sair.

 

Guarulhos

Em Solo paulistano restou um adeus no meio das malas perdidas na esteira rolante.

Esse foi o vôo 121 de Nova York para São Paulo.

Isabela lá, e eu cá.

 



Escrito por ricardo ramos caco às 10h18
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Vôo 121 N.Y. / S.P.

Primeira Parte

 

Domingo vôo 121, NYC.

- Melhorou o tempo lá fora!

- Ainda está chovendo muito... olha a chuva no vento, incrível né! Estou um pouco apreensiva...

- Fica tranqüila, vai dar tudo certo.

E essa foi a minha maneira de quebrar o gelo.

...Quando entramos no avião, percebi que um de nós teria que ficar na cadeira do corredor. Uma loteria de quem sentaria a meu lado. Renata, minha mãe, meu irmão Nando e a Bia sua mulher sentaram nas três cadeiras do meio; eu acabei ficando na poltrona do corredor com uma vaga ao lado da janela. Algo me fez não ter dúvida de ficar ali. Esperei. Parecia uma eternidade. Pessoas passavam e eu torcia por algo menos assustador, afinal de contas seriam 10 horas de vôo ao lado de alguém desconhecido.

Hum, olha aquela garota do embarque. Não é possível: foi ela que se sentou ao meu lado.

 

Sábado, seria o último dia em Nova York.

Um dia perfeito a não ser pela realidade da partida. O Sol estava maravilhoso.  Dia nítido aos olhos. Tomamos o café de sempre no PAX, reforçado. Eu e o Nando fomos direto ao MOMA para um percurso veloz. Queríamos ver o Pollock e algo pescado que estivesse por ali. Infelizmente não tínhamos tempo. O melhor de Nova York é revisitá-la, já estava conformado com a idéia. Um presente: presenciamos a montagem de uma escultura do artista Richard Serra no jardim do museu. O velho estava lá. Bom, já valeu tudo. Ver aquelas lâminas imensas de ferro um tanto retorcidas serem içadas da 54St. para dentro do museu foi emocionante.

Saí correndo do MOMA. Seguiria um trecho do dia sozinho. Fui em direção Norte pela Madison. Passei pelo Whitney Museum à caminho do Salomom Guggenheim que está paralelo à Madison na Quinta avenida entre a 88 e 89St.. Comi o cachorro quente mais barato de NYC: $ 1,25. No Guggenheim uma experiência maravilhosa e frustrante. O museu estava todo “entapumado”: não vi curva, não vi o concreto, não via o museu. Entrei. Logo me dirigi ao elevador. Vermelho e dourado, incrível. No topo, a descida pela rampa. Não havia obras de arte, apenas a arquitetura. Sentei num banquinho que parecia estar lá pra mim. Fiquei lá por alguns instantes diante daquele projeto arquetípico da arquitetura moderna de Frank Lloyd Whright. Lembro que molhei o cachecol.

Volta a pé pelo Central Park. Corredores animados no grande lago, basebol no Oval, mais um Hot-dog: esse com preço normal de $ 2,00. Encontro ao acaso com o Nando, Bia, Fabi e Duca, o grande amigo que também estava por lá. ...Despedidas e uma passada na volta pelo MOMA. Levo alguns presentinhos da “lojinha” para alguns paulistas especiais. Faço uma visita agora da obra já completamente colocada de Richard Serra: passeio por entre as laminas; sensação inesquecível; quantas cores pode-se imaginar que contém uma lamina de aço corten, e elas tem ainda muito mais. A angulação e precisão com que essas lâminas encostam-se ao piso faz com que brotem do granito numa força de outono, ou seja, como fossem se soltar dali como uma folha seca na eminência de sua queda ao chão.

...Hotel, táxi... No aeroporto em fim. Tudo parecia estar certo.

Não embarcamos naquele dia. Fomos jogados de sala em sala até nos arrumarem um hotel à uma hora do aeroporto, todos nós, mais ou menos uns 125 brasileiros sem alguma certeza de quando conseguiríamos um avião de volta.

 

Domingo 20h00min, JFK Airport, NY.

Ninguém mais confia nos monitores que prometem a confirmação de nosso vôo para as 22h30min de hoje! Bom, entre interpretações dos 12 trabalhos de Hércules que resolvemos participar juntos da leitura de minha mãe, eu andava pelo saguão de embarque para passar o tempo e saber das novas especulações dos teorizadores de plantão. A “voz” no aeroporto chama por alguém que havia esquecido o cartão de crédito dentro de um casaco no check-in. Estou por ali, e me surpreende em ver que esta pessoa é uma linda garota, um tanto tensa, explicando quem ela é, pois o cartão encontrado era do pai dela. Depois da confusão perco a garota de vista. Será mesmo que ela está no nosso vôo.

 

 



Escrito por ricardo ramos caco às 10h17
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ventilando

Ventilar é preciso...

 



Escrito por ricardo ramos caco às 14h03
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COMPLEMENTO

Vai um complemeto teórico/histórico à matéria de hoje: 19/03/2007 na Folha de São Paulo de Guilherme Wisnik.

Algo sobre o teatro e sua Arquiteta Lina Bo Bardi

1. Fundado em 1958 por um grupo de alunos da Escola de Direito do Largo de São Francisco, sendo um deles José Celso Martinez Corrêa, hoje o principal diretor do Oficina e responsável pela formação de centenas de atores, como Etty Fraser, Maria Alice Vergueiro do [[Tapa na pantera]] entre outros, ao longo de suas décadas de existência.

O Teatro Oficina distinguiu-se por ter absorvido, na década de 60, toda a experiência cênica internacional e foi neste lugar que seria lançado na cultura brasileira o que ficou conhecido como Tropicalismo, estética ligada ao movimento antropofágico de Oswald de Andrade e que influenciou músicos, poetas e outros artistas. A representação desse Tropicalismo se deu no Teatro Oficina com a estréia de O Rei da Vela, em 1967, atuada por outro fundador do Oficina, Renato Borghi. "A dramaturgia bombástica me fazia sentir atuando dentro da raiz e da alma brasileira; nesta peça, o Oswald falava do Brasil de uma forma antropofágica, devorando o que gente tinha de bom e de péssimo. O Oswald pegou o Brasil por todos os lados, devorou-o e depois o cuspiu no palco. E eu assinei em baixo, com sangue, suor e lágrimas..." relembra Borghi.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Teatro_Oficina

2. Lina estuda na Faculdade de Arquitetura da Universidade de Roma durante a década de 1930 mas muda-se para Milão, onde trabalha para Giò Ponti, editor da revista Domus. Ganha certa notoriedade e estabelece escritório próprio, mas durante a II Guerra Mundial enfrenta um período de poucos serviços, chegando a ter o escritório bombardeado. Conhece o escritor e arquiteto Bruno Zevi, com quem funda a revista semanal A cultura della vita. Neste período Lina ingressa no Partido Comunista Italiano e participa da resistência à ocupação alemã.

Casa-se com o jornalista Pietro Maria Bardi em 1946 e neste ano, em parte devido aos traumas da guerra e à sensação de destruição, parte para o Brasil, país que acolherá como lar e onde passará o resto da vida (em 1951 naturaliza-se brasileira).

http://pt.wikipedia.org/wiki/Lina_Bo_Bardi

  



Escrito por ricardo ramos caco às 10h15
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Rem Koolhaas
.    Nascido em 17 de Novembro de 1944, Roterdam, Holanda.
.    Com 8 anos de idade vai com seu pai Anton Koolhaas (reconhecido escritor e crítico de cinema holandês) e seus 2 irmãos morar em Jacarta, Indonèsia. Fica até seus 12 anos, momento em que adquire facínio pelo universo asiático.
.    De volta à Holanda, assume a carreira de jornalista escrevendo para o Haagse Post  em Amsterdam.
. 1968/1972 : AA: Architectural Association.

. 1972Exodus,
or the Voluntary Prisoners of Architecture.
Entry for Casabellas’s 1972 copetition
“The City as Meaningful Environmental”
and final project at the Architetural Association,
London.

. 1972 Bolsa para estudar em Nova York na Cornell University.
. Trabalha no Instituto Para Estudos de Arquitetura e Urbanismo de Peter Eisenman

. 1975 OFFICE for METROPOLITAN ARCHITECTURE

Rem Koolhaas, Elia Zenghelis, Zoe Zenghelis

e Madelon Vriesendorp (esposa de Koolhaas

 na época). Em Londres.

. 1978 delirius New York

A Retroactive Manifesto for Manhattan

Clowns
Where there is nothing, everything is possible.
Where there is architecture, nothing (else) is possible.
(1985)

. 1980/90 Produção

. 2000 PRÊMIO PRITZKER  

. 2007 OMA = Rem Koolhaas / Ole Scheeren / Ellen van Loon /

Reinier de Graaf / Floris Alkemade / Victor van der Chijs

 

PRÁTICA HOJE:

  1. OMA = Real Office
  2. AMO = Conceptual / Research (sociologia, tecnologia, política)
  3. “Harvard” = Lecturing

 



Escrito por ricardo ramos caco às 11h53
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MASP

Torre do Julinho Neves está descartada. Lembram aquela imensa torre de algum “telefone” do lado do MASP; dizia-se que veríamos o mar, avistaríamos! Vitória dentre tantas derrotas da cidade com o “abominável Julius das Neves”, um amigo meu é quem o apelidou, ótimo né. Fica aqui um elogio ao bom senso. Só não retifico os comentários nos jornais de alguns colegas do tipo: “o correto do ponto de vista do patrimônio histórico seria o anexo não ultrapassar as dimensões do edifício existente”, no caso o MASP. Desculpa, mas boa arquitetura não segue este tipo de preceito; receita fajuta; não tem nada de metropolitana; não tem nada de arquitetura!

Fica assim, uma boa e uma ruim!

 

Do blog do alencastro: http://blogdoalencastro.blogspot.com/

"Ontem, a reportagem de Mario Cesar Carvalho na Folha (só para assinantes do Uol ou do jornal) revelou que a torre ao lado do Masp não será mais construída. A idéia era construir uma torre-observatório patrocinada pela Vivo sobre o edifício Dumont-Adams (imagem que ilustra o post). O texto informa ainda que o museu perdeu três disputas com a Prefeitura de São Paulo e outra na Justiça e que "nova proposta prevê escola de arte, restaurante e café no edifício Dumont-Adams, que abrigaria ainda parte da administração".

Se a idéia da torre era estapafúrdia, imagine só com o desenho de Júlio Neves, o presidente-arquiteto, que assinava o projeto. Agora, quem está por trás da reestruturação financeira do museu, que deve 10 milhões de reiais, é João Dória Jr.
Da torre escapamos, agora falta saber como será o projeto da escola. Ao ser indagado pela reportagem, Arnaldo Martino, presidente do IAB/SP, defendeu a realização de um concurso para a adaptação do prédio vizinho: "seria a solução mais democrática e o melhor para a cidade", afirmou. Será que é a melhor saída?"

 

complemento: 

 http://www.vitruvius.com.br/minhacidade/mc148/mc148.asp

http://www.canalcontemporaneo.art.br/brasa/archives/000972.html



Escrito por ricardo ramos caco às 15h34
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Para Familiarizar 01

“Para familiarizar”, dizia um mestre/professor conhecido; e contava uma estória na qual seu “começo-fim-enredo” nos faz entender outras realidades fora dela; da estória. Comum; talvez!

 

 

“O séc. XIX foi palco de um espetacular progresso produtivo da té cnica construtiva, ligado às necessidades da população industrial, ao crescimento da urbanização, etc. Uma prova é a Torre Eiffel, erguida em 1889 para as celebrações do centenário da revolução francesa. O monumento foi construído por Gustave Eiffel para ser exposto temporariamente na Feira Mundial, realizada naquele ano na capital francesa. Quase foi destruída em 1909, e só foi salva por ter sido descoberto seu uso para transmissão de sinais de rádio. Desde então, tornou-se um dos monumentos mais famosos do mundo.”

 

Algo erguido na Marginal do Pinheiros fez-me lembrar desta questão: FAMILIARIZAR-SE. Não está completamente erguido ainda. Em concreto se vê, talvez se lamente... Este post com certeza terá continuação em acordo da obra. Quem ainda não teve este déjà vu”, que infelizmente não tem nada com a verdadeira intenção de FAMILIARIZAR-SE; pois é pelo contrário que está, preste atenção nas margens da Marginal do Pinheiros...olhe, e veja. 



Escrito por ricardo ramos caco às 10h57
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Piauí 5

 

Não há pretensão escondida. A revista Piauí vem mostrando à que veio. Capas muito bem montadas, textos grossos, diagramação excelente, títulos muito bem pensados, colaboradores pesados, em fim, o mínimo que uma revista deveria pretender nesta atual e positiva chuva de periódicos impressos em todas as prateleiras de medida razoável no Brasil. Convido, com convicção, a todos os possíveis interessados que leiam esta última (PIAUÌ N. 5), que diz trazer um dossiê de Arquitetura e Urbanismo. Fui procurar o que traduz a palavra dossiê: 1. Série de documentos importantes que tratam, revelam a vida de um ou mais indivíduos, de um país, de uma instituição... documentação, processo, pasta; fico com estes que parecem ser os mais “casados”. Fato é que 2 dos argumentos da revista são escritos por já conhecidos, pelo menos no meio da arquitetura, “críticos”: Fernando Serapião editor-executivo da revista Projeto Design, e Guilherme Wisnik colunista da Folha de S. Paulo e já autor de alguns livros. Os 2 textos ficam muito bem na revista. Para um arquiteto, como eu no caso, os textos são exemplarmente temperados: a pimenta particular de Serapião não economiza na mesa dos estatutos da arquitetura paulista. Sem julgar aqui o viés (gostaria, aliás, do comentário alheio, vosso!), o texto é irritantemente bom, defendido jornalisticamente e de difícil digestão temática: provocativo! Já o de Wisnik traz um assunto contundente nas opções que a cidade de São Paulo, e precisamente alguns paulistanos, tomam. Claro não conto aqui do que se tratam os textos; leiam, responda-me!

 

“Três modos de invisibilidade:

a)      tudo refletir (nunca vemos os próprios espelhos, somente as imagens refletidas);

b)      nada refletir (objetos absolutamente opacos, como buracos negros, absorvem inteiramente o sinal luminoso);

c)      transparência. “(Nuno Ramos)

 

Aguardo-vos.

http://www.revistapiaui.com.br/



Escrito por ricardo ramos caco às 13h06
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Cache

Do dicionário em minhas mãos: Cachê,  s. f. esconderijo; rede de caça; marginador (papel negro que oculta parte de um clichê fotográfico).

Tradução reta do francês. Se quisermos globalizar o título deste filme do diretor Haneke, poderíamos lembrar da memória cache do computador; o que nos traz um vôo interessantíssimo entre palavras que de fato existem no consciente/inconsciente do filme: memória, escondido e periférico. O que está escondido somos nós: os espectadores através das câmeras dentro das câmeras do filme; os misteriosos observadores. A Metáfora do filme acredito ser a própria França, criada através do protagonista e sua memória muito mal resolvida com um “outro”, um imigrante. Fica claro uma ameaça embutida, pronta a explodir em qualquer momento e observada por nós, gravada por nós.

O Filme vale muito a “sentada”. Muito bem montado; os detalhes que constroem o ambiente da família Laurent sempre rodeados de livros e de amigos suspeitos discutindo o mundo como se não fizessem parte dele. Prometido e tardio, este post vai aos amigos que assistiram ao filme comigo. Curto, o post, mas prospectivo no sentido de que devemos mais, podemos mais....encontrar-nos, e além de olhar, ver.

http://adorocinema.cidadeinternet.com.br/filmes/cache/cache.asp

http://www.zetafilmes.com.br/criticas/cache.asp?pag=cache



Escrito por ricardo ramos caco às 10h55
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Um dia

 

Corpo em preto

Cabeça amarela

Quem é que se senta à minha frente...

 

Cada vez maior

Cruzando janelas

Será que me sente...

Será que me sente...

 

No olho, o mar

O nariz, uma ilha

Será que me sente...

Será que me sente...

 

Uma história de longe

Outro lápis de fonte

Será que me sente...

Será que me sente...

 

A chuva no vidro

O tempo engole

A boca perdida

Na flor se recolhe.

 

 



Escrito por ricardo ramos caco às 23h56
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“Os homens são porque estão em situação. E serão tanto mais quanto não só pensem criticamente sobre sua forma de estar, mas criticamente atuem sobre a situação em que estão.” (Paulo Freire)

 

O exemplo da nova cidade que os chineses querem construir na Ilha de Chongming, é um ótimo recado às diversas nações que desejam planejar algo de novo em seu território ou em alheias geografias.

 

A idéia que precede o Plano

A sustentabilidade querida por todos envolve não só o profundo conhecimento de todas as questões sociais; das políticas urbanas pré-existentes; da cultura, e o mais importante: da idéia imediata e prospectiva do que se quer ser. O que sustenta é a capacidade de idealizar, não como ato onírico, mas com ações efetivas dentro de um conjunto multidisciplinar de prerrogativas, de idéias. Fato é que a China possui tradição e coragem nas ações que toma. “Crescimento vigoroso, estabilidade e unidade nacional é o trinômio que orienta as decisões do país, que continua a usar com rigor o planejamento estatal, apesar da abertura econômica” (Cláudia Trevisan, O Renascimento da China).



Escrito por ricardo ramos caco às 22h17
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Um filhote de dragão, com apenas poucos séculos de idade,

Perguntou a seu pai, um dragão com alguns milhares de anos:

- O que é um dragão?

- Uma ficção da mente, respondeu o velho dragão.

E, num instante, ambos dissolveram-se no ar.

(Prashanto)

 

Idéia e coisa são indissolúveis, inseparáveis.

Tanto para realizar quanto para destruir.

Na cidade “vejonãovejo” Dragões por todos os lados.

 

 



Escrito por ricardo ramos caco às 20h48
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Levarimda

 

Como um raio

Algo me fez notar de novo

 

Palavras; Ah, que palavras

 

Vejo de novo

Como um Rio que está cheio

 

Palavras; Ah, que palavras

 

D eixa entrar

E m sempre

Á gua no pote.

 

A Cidade está aqui

A Natureza está aqui

A dmiráveis.



Escrito por ricardo ramos caco às 16h04
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Propaganda Enganosa

Olha, algo sobre o texto de Contardo Calligaris no dia de hoje: 05/10/06. Texto este sobre a proibição da propaganda em espaços públicos e privados da cidade. Texto que compara a Av. Faria Lima com Berlim Leste quando da limpeza da propaganda e publicidade lá exposta.

 

Não quero comungar do discurso piegas tipo: “a ganância da iniciativa privada parará de desfigurar nossa cidade”. Nossos sonhos; as ficções, músicas etc.; e nossos desejos desordenados, digo, não estampam coletivamente em nenhum “outdoor”. A possibilidade pública do encontro ou desencontro é que nos fornece a areia onírica de nossa algibeira para os sonhos e pesadelos. A ação do passeio e da comunicação na cidade basta enquanto paisagem construída e geográfica. Desacredito na possibilidade proposta (no texto da Folha de SP) de que a poluição visual fosse à salvação de um espaço público que, na minha opinião, está deprimente. Só há vantagem nessa limpeza Contardo! Veremos; enxergaremos de novo a cidade que estamos construindo. A Arquitetura; o urbanismo frouxo, descolado do cidadão, diluído na extensão do nosso território caro e ilegal. Além da propaganda......DERIVEMOS .



Escrito por ricardo ramos caco às 08h40
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